
Em “Segunda Pele”, cantora “de samba” se arrisca em outros gêneros(Fotógrafo Reprodução)
Surpresa. É isso o que se tem ao ouvir o quinto álbum da cantora Roberta Sá, lançado esta semana. Para quem a associa prioritariamente como intérprete de sambas - e não à toa, já que essa foi uma linha bastante forte nos trabalhos anteriores - vai se admirar ao ouvir as primeiras faixas de “Segunda Pele”, em que Roberta segue um rumo diferente - e quase inclassificável.
Para alguns ouvintes, as três primeiras músicas podem causar um certo estranhamento, mas a essência de Roberta está ali - a bela voz amparada por arranjos elegantes. Na quarta canção - “O Nego e Eu”, há um reencontro com a Roberta já conhecida, num samba cheio de sopros, com um tom que faz lembrar gafieira.
No novo disco, Roberta canta em língua estrangeira e dueta com o uruguaio Jorge Drexler em “Esquirlas”. Já a faixa “No Bolso” marca a parceria de composição dela com o marido Pedro Luís, criando, como eles definem, um dub/frevo. Das 12 músicas do disco, sete são inéditas. Já entre as regra-vações aparecem o frevo “Deixa Sangrar”, de Caetano Veloso, e “No Arrebol”, de Wilson Moreira, considerado um dos mestres do samba.
Para quem quiser conferir o repertório do disco ao vivo, a turnê de lançamento de “Segunda Pele” começa dia 1º de março, em Salvador. Depois segue por Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba. Outros locais serão anunciados em breve. As apresentações deverão ser mais uma surpresa - das boas.